sábado, 19 de abril de 2008
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Fênix
Peço perdão aos que inutilmente passaram oito meses entrando aqui à procura de atualizações, mas eu precisei desse tempo pra vagabundar calmamente sem pressões de nenhum tipo. Mas agora vou começar a explicar o que aconteceu pra que eu passasse todo esse tempo desaparecido do Pigarreando que vos acolhe.
Ano passado, comecei um estágio que requeria de mim muito esforço.
Não, eu não trabalhava na construção de nenhuma creche comunitária da prefeitura, muito menos cumpria pena capinando algum canteiro central das vias públicas de minha cidade. Trabalhava na Assessoria de Comunicação de uma escola/faculdade, faculdade a qual estudo, ou, pelo menos tento me formar em jornalismo.
Você deve está pensando...Que diabos faz um estagiário numa assessoria de comunicação?
Resposta: Tudo! Para os engraçadinhos: Quase tudo!
Escrevia muito, isso fazia minha vontade quase insana de escrever ser saciada em segundos. Duas, três, as vezes quatro matérias por dia... No começo foi duro, e eu nem podia tomar um dreher pra relaxar...Além de milhares de orçamentos, telefonemas, anotações, reuniões...ufa!
Era realmente cansativo.
Misturado a isso tudo, ainda tinha: faculdade, família, amigos e é lógico: Minha vida social, traduzindo, minha vida boêmia regada a muito álcool, sexo e rock in rool!
É mentira a última frase, achei que tinha que animar esse último parágrafo com algo do tipo ninfo...
Acabado o ano e com isso mais um período da faculdade, podia enfim, saciar das merecidas férias em algum litoral do Brasil, com amigos divertidos, sol, festas e muito martíni com azeitonas verdes. Doce ilusão. Porquê? Respondo: descobri que não teria férias do estágio, caiu a ficha que não teria grana para essas tão merecidas férias, e por fim, descobri que estava prestes a surtar. Um surto daqueles que faz a pessoa pular do décimo primeiro andar de algum prédio perdido por essas esquinas da vida.
Como a Globo me fez acreditar que sou brasileiro e não desisto nunca, respirei fundo e continuei, ops, não continuei. O estágio era maravilhoso, trabalhava com pessoas idem, mas tava na hora de catar minha cuia e zarpar rumo a novas aventuras.
Já falei que sou doido? Não? Poizé, eu sou!
Pedi pra sair do estágio sem ter nada em vista, pelo menos nada concreto, nada no papel.
Mas graças a minha vida boêmia, conheço várias pessoas [e minha mãe ainda acha que perco tempo saindo de terça a domingo]...e logo consegui um trampo ótimo, graças a esses amigos da vida.
Notava que o turbilhão de coisas que precisava fazer por dia ia diminuindo e isso me deixava feliz.
Mas só faltava uma coisa pra ficar perfeito, eu começar a amar minha faculdade como no começo... não entendia o porque de estudar 4 anos pra poder ser jornalista! Repito, jornalista.
Passava pela segunda crise em poucos meses...
Entrava na faculdade e parecia estar entrando no carandiru, me sentia preso naquela sala de aula. Passava mais tempo no banho de sol fumando do que dentro da cela. Ops! Passava mais tempo no corredor fumando do que na sala de aula... foi quando numa crise súbta de um breve surto resolvi trancar meu 5° período de comunicação social...
[suspiro longo]
Ano passado, comecei um estágio que requeria de mim muito esforço.
Não, eu não trabalhava na construção de nenhuma creche comunitária da prefeitura, muito menos cumpria pena capinando algum canteiro central das vias públicas de minha cidade. Trabalhava na Assessoria de Comunicação de uma escola/faculdade, faculdade a qual estudo, ou, pelo menos tento me formar em jornalismo.
Você deve está pensando...Que diabos faz um estagiário numa assessoria de comunicação?
Resposta: Tudo! Para os engraçadinhos: Quase tudo!
Escrevia muito, isso fazia minha vontade quase insana de escrever ser saciada em segundos. Duas, três, as vezes quatro matérias por dia... No começo foi duro, e eu nem podia tomar um dreher pra relaxar...Além de milhares de orçamentos, telefonemas, anotações, reuniões...ufa!
Era realmente cansativo.
Misturado a isso tudo, ainda tinha: faculdade, família, amigos e é lógico: Minha vida social, traduzindo, minha vida boêmia regada a muito álcool, sexo e rock in rool!
É mentira a última frase, achei que tinha que animar esse último parágrafo com algo do tipo ninfo...
Acabado o ano e com isso mais um período da faculdade, podia enfim, saciar das merecidas férias em algum litoral do Brasil, com amigos divertidos, sol, festas e muito martíni com azeitonas verdes. Doce ilusão. Porquê? Respondo: descobri que não teria férias do estágio, caiu a ficha que não teria grana para essas tão merecidas férias, e por fim, descobri que estava prestes a surtar. Um surto daqueles que faz a pessoa pular do décimo primeiro andar de algum prédio perdido por essas esquinas da vida.
Como a Globo me fez acreditar que sou brasileiro e não desisto nunca, respirei fundo e continuei, ops, não continuei. O estágio era maravilhoso, trabalhava com pessoas idem, mas tava na hora de catar minha cuia e zarpar rumo a novas aventuras.
Já falei que sou doido? Não? Poizé, eu sou!
Pedi pra sair do estágio sem ter nada em vista, pelo menos nada concreto, nada no papel.
Mas graças a minha vida boêmia, conheço várias pessoas [e minha mãe ainda acha que perco tempo saindo de terça a domingo]...e logo consegui um trampo ótimo, graças a esses amigos da vida.
Notava que o turbilhão de coisas que precisava fazer por dia ia diminuindo e isso me deixava feliz.
Mas só faltava uma coisa pra ficar perfeito, eu começar a amar minha faculdade como no começo... não entendia o porque de estudar 4 anos pra poder ser jornalista! Repito, jornalista.
Passava pela segunda crise em poucos meses...
Entrava na faculdade e parecia estar entrando no carandiru, me sentia preso naquela sala de aula. Passava mais tempo no banho de sol fumando do que dentro da cela. Ops! Passava mais tempo no corredor fumando do que na sala de aula... foi quando numa crise súbta de um breve surto resolvi trancar meu 5° período de comunicação social...
[suspiro longo]
Não tinha um motivo certo pra querer trancar! Não tava mais afim, e isso me bastava.
Pensava que trancando sentiria falta do meio acadêmico, dos trabalhos práticos nos laboratórios, das conversas intermináveis nos corredores, dos butecos de sexta, da fila enorme do xerox...e logo sentiria vontade de voltar. Doce ilusão. A vontade deve estar vindo à cavalo e o cavalo ainda atravessa o oceano índico por uma balsa furada.
Espero que esse maldito cavalo chegue a tempo do segundo semestre!
Vide título:
Fênix
Substantivo feminino
1 Rubrica: mitologia.
ave fabulosa, única da espécie, que, após viver 300 anos, supostamente, deixava-se arder em um braseiro para, em seguida, renascer das próprias cinzas
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